Um dos planos mais comuns quando o bônus chega é mudar de carreira. Para muitos, essa mudança não significa apenas buscar um crescimento financeiro maior, mas também conquistar mais qualidade de vida. O bônus serve como alavanca nessa transição, especialmente para quem já não se reconhece no crachá que carrega.
O problema é que a geração que mirou no sucesso e acertou no burnout, na pressa de “virar a página”, muitas vezes toma decisões por impulso. E o que poderia ser uma grande oportunidade acaba virando mais uma frustração.
Mas como saber se este é realmente o momento certo?
Assim como no planejamento financeiro, reforço a importância de olhar para o cenário geral. Uma transição de carreira exige um plano que vá além de analisar apenas o potencial de ganho ou os benefícios de um home office.
Pesquise sobre o novo caminho que quer seguir.
Converse com pessoas que já passaram por ele, questione sobre os desafios e a rotina, descubra o que não aparece nas postagens e cases de sucesso. Muitas vezes, essas conversas revelam pontos que nem você nem seus pares tinham considerado.
Se não leu ainda, indico o texto “A parte invisível da transição”, que aprofunda a consciência sobre as etapas mais difíceis dessa mudança.
Agora que você já conhece os desafios, pergunte-se: estou preparado para isso?
E, tão importante quanto: minha família está preparada?
A transição mexe com rotina, renda, horários e até expectativas emocionais. Quando todos estão alinhados, você conta com apoio no processo e evita desgastes que podem minar o projeto logo no início.
Em muitos casos, a transição envolve reconstruir uma base de clientes, ganhar autoridade no mercado e criar presença digital. Isso significa investir tempo e dinheiro em redes sociais, conteúdos, cursos e networking. Ignorar essa etapa é abrir mão da base que sustenta qualquer carreira independente.
Mesmo com o bônus na conta, não caia na armadilha da “contabilidade mental” — aquela soma rápida que ignora imprevistos. Estruture um plano com projeções realistas, reserve capital para sustentar a transição e crie cenários alternativos caso algo saia diferente do esperado.
Diante do seu objetivo final, qual é o prazo realista e o investimento necessário? Quais são os diferentes cenários possíveis — e como você reagiria a cada um?
A hora certa de mudar é quando a decisão vem acompanhada de estratégia.
Você só irá prover um trabalho de excelência se antes, cuidar de você! Essa é a visão da Ascenda. Não é sobre equilibrar tudo, treino, estudos, família, trabalho e hobbies. É sobre conciliar de forma planejada. No início abrimos mão de algo, mas o plano deve comtemplar alcançar uma vida de qualidade. Foi isso inclusive que conversei ontem com um assessor frustrado com quem fiz entrevista inicio de 2025. Ainda hoje os trabalhos no mercado financeiro são sobre bater metas e não sobre alcançar objetivos (nossos e de nossos clientes), e que leva muitos a desejarem mudar os ares.
Se o bônus é o impulso para voos mais altos, o planejamento é o que garante um pouso suave.